Sábado, Agosto 23, 2008

Depois de ver outros lados lados das pessoas essas semanas e ver que tudo depende de como as entendo e como é a minha aceitação em relação a elas, volto para a casa.
E, meu irmão do outro lado do mundo, ouve uma música que diz tudo que estou sentindo em relação a todas as coisas.
Ele me entende sem saber o que está acontecendo.
Não há como descrever relações que de tão perfeitas, são invisíveis.
  • In My Place - Coldplay

Em meu lugar, em meu lugar
Haviam limites que eu não poderia mudar
Eu estava perdido, oh sim
E eu estava perdido, eu estava perdido
Ultrapassei barreiras que eu não deveria ter ultrapassado
Eu estava perdido, oh sim
Por quanto tempo você deverá esperar por isso?
Por quanto tempo você deverá pagar por isso?
Por quanto tempo você deverá esperar por isso?
Oh, por isso
Eu estava apavorado, eu estava apavorado.
Cansado e despreparado
Mas esperarei por você
E se você for, se você for
E me deixar aqui sozinho
Então eu esperarei por você
Por quanto tempo você deverá esperar por isso?
Por quanto tempo você deverá pagar por isso?
Por quanto tempo você deverá esperar por isso?
Oh, por isso
Cantando: Por favor, por favor, por favor,
Volte e cante para mim, para mim, mim
Venha e cante, agora, agora
Venha e cante para mim, mim.
Volte e cante
Em meu lugar, em meu lugar
Haviam limites que eu não poderia mudar
Eu estava perdido, oh sim.
Oh sim.

Foto extraída do site:

http://www.memorian.blogger.com.br/alekananjos.jpg


Sexta-feira, Agosto 22, 2008

Gênio atenda o meu pedido por favor

Neste dia de hoje eu queria ser O Santo, doar todo o meu dinheiro para uma grande descoberta que ajudasse a humanidade na cura de alguma doença ou do planeta e sairia de carro para viajar sem ninguém saber quem eu era.
É claro que a canção tema de amor do filme tocaria na minha saída para a estrada.


Acorda Alê.

Amo o tema desse filme:
http://br.youtube.com/watch?v=SpATXr6pfHA


Foto: Val Kilmer - The Saint by Paramount Pictures.

Extraída do site:
http://www.carpepm.net/images/2006_1_the_saint_full.jpg

Um santo: S. Fidélis de Sigmaringen conhecido como "advogado dos pobres" (1578/1622).

Essa notícia me deixou triste hoje:

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL733409-5606,00-VITIMA+DE+DIFAMACAO+NA+WEB+MENINA+DE+ANOS+VAI+DEIXAR+O+PAIS.html

Quinta-feira, Agosto 21, 2008

Hoje eu voltei a ter cinco anos e a lembrar da Amália Rodrigues tocando na sala na vitrolinha.
Enquanto eu pintava, a senhora arrumava a casa.
Me lembrei dessa cena porque voltou na minha cabeça que a senhora criou sua irmã mais nova.
E os irmãos do meu avô também.
E sempre quando alguma coisa acontecia com eles, era certo que o telefone de casa tocava.
Hoje eu recebi uma ligação e não tinha para quem ligar.
A única ligação que eu queria fazer era para você.
Depois que a senhora se foi, várias vezes eu liguei para seu número.
Na hora do desespero, eu ligava.
A pessoa pela qual eu me senti desestabilizada esses dias, me telefonou.
E me pediu ajuda.
Na hora, tudo o que a senhora possa imaginar passou pela minha cabeça.
Eu não conseguia responder.
Me passou que nessas horas, eu poderia me vingar e falar uma série de coisas e aí seria aquela velha cena: a humilhação de um e a alegria do outro.
Mas, eu não me sentiria feliz.
O orgulho, ao receber a ligação em que a pessoa pede ajuda e dizer não.
Só que diante disso tudo me veio a imagem da senhora e só a sua fisionomia.
Suas duas mãos no meu rosto me dando um longo beijo.
Eu só consegui perguntar onde e quando era para eu estar.
Depois que eu desliguei o telefone, eu caí num pranto doído.
Perdoar sem dizer nenhuma palavra.
Quando perdoamos, nós tocamos na nossa própria humanidade.
E, é dolorido.
É um lugar escuro, confuso.
É onde as brumas se dissipam.
Eu senti a minha mão passar pela minha alma.
Eu queria ter ligado para a senhora para ouvir a sua voz.
É lá no som da sua voz que eu conheci a redenção.
Toda a minha educação eu devo a senhora.
Hoje eu me senti com cinco anos, durante aquelas conversas em que eu chorava e suas mãos com cheiro de tempero passavam pelos meus cabelos.
Eu já consigo entrar em casa e não me sentir só, mas dentro de mim, tem dias que ainda eu procuro a senhora.
Vó, como é difícil ser adulta.
Ser adulta sem a senhora.
Eu conheci o que é perdoar quando tomei consciência da sua presença.
Só não sei com que idade isso aconteceu, porque te amei desde sempre.
Foto: Amália Rodrigues.
Extraída do site:
Pra senhora, Amália Rodrigues cantando Summertime:
Uma das pessoas mais humanas, mais apaixonadas pela profissão que já conheci.
Obrigada Dr. Glaucio pela ajuda e pela recuperação que estou tendo.
Se alguém precisar de qualquer tipo de esclarecimento em oncologia cutânea e cirurgia plástica, acesse:

Quarta-feira, Agosto 20, 2008

Hoje eu estava pensando que força é essa que nos conduz.
Minha mãe disse que descansarmeos no Senhor.
No Centro dizem que os bons espíritos nos acompanham.
Há tantas denominações para um único significado, o qual eu não consigo classificar.
Apenas sei que nasci e vim para os braços da minha mãe.
Minha mãe me disse esses dias, que ao entardecer ela se lembra de mim.
Eu amo o entardecer.
O Sol ficando alaranjado lá pelas 17h.
Muitas pessoas que eu amava já se foram.
Sabe-se lá para qual horizonte dessa imensidão.
Eu sempre me pergunto se meu destino já tá escrito ou se sou eu quem o faço.
Os meus atos me entregam a mim mesma.
  • DELICADEZA
Nem tudo o que escrevo resulta numa realização, resulta mais numa tentativa. O que também é um prazer. Pois nem em tudo eu quero pegar. Às vezes quero apenas tocar. Depois o que toco às vezes florescem e os outros podem pegar com as duas mãos.
(A Descoberta do Mundo, Clarice Lispector, pg. 143, Editora Rocco)

Ontem no farol, antes de atravessar, um senhor disse:
- O farol vai fechar. Vamos atravessar de mãos dadas?
A senhora pergunta:
- Por que?
Eis que ele responde:
- Porque você é minha querida.

A Alê ficou para trás, chorando, vendo o casal atravessar.

Me lembrei do Cartola e da dona Zica:
http://br.youtube.com/watch?v=yBv5bBTzAWA&feature=related


Foto extraída do site:
http://meuslivros.weblog.com.pt/arquivo/upload/2005/11/idosos.bmp

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Bel, vou sentir sua falta. Beijos e beijos.
Ao receber uma ligação ontem, fiquei sabendo como foi a reunião de sexta.
Explicando: em um post anterior, eu disse que não abro mão do que ahco ser verdade e que prefiria ter a minha cabeça decapitada.
Pois então, eu fui convidada a encabeçar uma consultoria jurídica para uma entidade beneficente que se expandiu muito e sem saber do que se tratava, de prontidão disse "Sim".
O convite foi feito numa escadaria, com um trânsito intenso de pessoas e no ato eu disse:
- Sim, sim, se for para ajudar meu próximo, saiba que tudo que estiver ao meu alcance, sim, sim, sim.
E aí a dor de cabeça teve seu início.
Em todos os lugares há sempre oposição.
O candidato a presidência discursou na sexta e apresentou os componentes que farão parte de sua diretoria.
Enfim, eu não compareci, mas ele entendeu a minha ausência.
Me disseram que o discurso foi comovente e ele falou sobre o meu trabalho com muito carinho.
Eu vim para a minha casa porque queria mesmo descansar.
O médico disse que ainda mais duas cirurgias virão por aí nos próximos meses e ele me indicou a meditação.
Ele disse que meu corpo produz células em demasia e que eu devo me cuidar.
Fiz todos os exames possíveis e imagináveis e ouvi muitas histórias do médico sobre seus pacientes.
Foi muito comovente.
Não é fácil eu ser eu.
Minha cabeça roda, gira, pensa, sente e pulsa.
Nos mantemros íntegros diante de tudo e de todos não é trabalho fácil.
Expressar em palavras o que pensamos e levar nossas idéias adiante é tarefa muitas vezes, estafante.
Ao nos socializarmos com as pessoas é difícil demonstrar quem realmente somos.
Por detrás de tudo, está o que realmente somos e muitas vezes não passamos para as pessoas nem dez por cento do que realmente sentimos.
Há pontos alto, baixos, fracos, sombra e luz.
E no meio disso tudo, há medo, insegurança, angústias e sonhos.
E eu só posso me apoiar em meus próprios pés.
E os meus pés dependendo da cadeira, não alcançam o chão porque sou muito pequena.
Foto extraída do blog:
Essa música eu escuto sempre e ela diz bem o que penso:

Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Ontem, uma visita me disse que tenho o coração puro.
Desde ontem tenho me questionado a respeito disso.
Devido a inúmeros problemas que já passei, tenho consciência que meu coração guarda mágoas e muitas vezes o que esse coração mais quer é fugir para um lugar, onde nada exista, além de árvores pelo caminho, ou, não ver mais as pessoas que já me senti magoada.
Perdoar setenta vezes sete diz as sagradas escrituras.
Meu coração anda pesado.
Eu me olho diante do espelho e vejo a minha sombra estampada em meu rosto.
É verdade não ver mais as pessoas "que já me senti magoada".
Sou eu que me magoo.
Sou eu que me faço magoar.
Há uma sombra em meu coração e não apenas em meu rosto.
E uma frase na minha cabeça que dói ouvir:
- Sou eu que faço o meu ser e o que desejo sentir.
Porque sou apenas uma alma cheia de conflitos.
Por favor, se alguém souber os créditos da foto, agradeço.

Domingo, Agosto 17, 2008

Maria Bethânia falando de Dorival Caymmi:

http://www.youtube.com/watch?v=IuqZERsEnGM


"Mãe, o que é que é o mar, Mãe? Mar era longe, muito longe dali, espécie duma lagoa enorme, um mundo d´água sem fim. Mãe mesma nunca tinha avistado o mar, suspirava. "Pois, Mãe, então mar é o que a gente tem saudade?".
(Guimarães Rosa)

Sexta-feira, Agosto 15, 2008

A Primeira Vez

Eu tinha uma reunião muito importante para ir hoje a noite.
Fiquei o dia inteiro, pensando, imaginado, ensaiando o que ia falar.
Porém, eu não queria ir.
No final do dia, decidi não ir.
Na minha cabeça ficou todo o discurso rodando e rodando e eu pensando, se, no fundo, o meu desejo era de ir.
Mas, não era.
Peguei minhas coisas e fui para a casa.
Chegando em casa, eu me vi na cozinha.
Era a Alê julgadora. Imbatível, implacável.
Fiquei com muito medo do que estava sentindo.
Eu estava me ouvindo e fiz uma vontade.
Ah, eu nunca realmente tinha feito isso e parecia que eu estava dentro de um sonho.
Fiquei com medo da imensidão do sim.
Do sim de ir para a casa e largar tudo.
Desde a cirurgia que me sinto diferente.
Diferente no sentido de que preciso me ouvir e me respeitar.
Hoje foi a primeira vez que ao sentir saudade da minha avó, eu consegui chegar em casa caminhando e decidida.
Foi a primeira vez em que a saudade, foi apenas saudade e eu não fiquei pensando em perguntar o que ela acharia dessa minha atitude.
Hoje eu fui para o meu fundo do mar.
O fundo do meu mar.
Como foi bom chegar pela primeira vez na minha ilha.
  • All At Sea - Jamie Cullum
No mar
Estou no mar
Onde ninguém pode me perturbar
Esqueci minhas raízes
Só por um dia
Eu e meus pensamentos vagando pelo mar
Como uma bebida quente, escoa pela minha alma
Por favor, me deixe em paz
Depois, você poderá passar um tempo comigo
Se quiser
No mar
Estou no mar
Onde ninguém pode me perturbar
Durmo sozinho
Bebo sozinho
Não falo com ninguém
Deixei meu telefone
Como uma bebida quente, escoa pela minha alma
Por favor, me deixe em paz
Depois, você poderá passar um tempo comigo
Se quiser
No mar
Agora, preciso de você como nunca antes,
Preciso de você como nunca antes, agora
Você não precisa disso todo dia
Mas às vezes você deseja
Desaparecer em sua mente
Nunca se sabe o que pode achar
Então, venha passar um tempo comigo
Nós ficaremos no mar
Como uma bebida quente, escoa pela minha alma
Por favor, me deixe em paz
Depois, você poderá passar um tempo comigo
Se quiser
No mar.
Por favor, se alguém souber os créditos da foto, agradeço.
O maior sonho da minha vida, seria poder ver algum dia, uma correspondência entre Yvonne Pereira e Roberto de Canalejas.
Eu não ia nem querer tocar, porque o meu desejo é que essas cartas sejam eternas.
Na realização de um trabalho de pesquisa, para posterior apresentação, em forma de seminário, eis o resumo da história:
Yvonne do Amaral Pereira, nasceu em 24 de dezembro de 1906, na cidade de Rio das Flores, no Rio de Janeiro.
Desde tenra idade, se apresentava o espírito Roberto de Canalejas através de sua vidência.
Um grande amor vivido no passado entre ambos.
Um dia, Roberto aparece e diz que irá reencarnar e Yvonne se despede de um grande amigo espiritual.
Eis que na distante Polônia, Zbigniew, um senhor casado, sentia um grande vazio e um tédio que jamais passava.
Decidiu assim, aprender a língua esperantista, e, ao ser apresentada uma lista de diversos irmãos ao redor do mundo conhecedores da língua esperantista, eis que ele escolhe um nome no Brasil: Yvonne do Amaral Pereira.
Zbigniew não era espírita e talvez jamais o tenha sido, mas Yvonne o reconheceu como Roberto de Canalejas, através de demonstrações espontâneas do próprio, através das correspondências.
Yvonne sempre o aconselhou no que tange ao seu casamento e a sua vida e Zbigniew decidiu vir ao Brasil conhecer sua amiga esperantista.
O encontro só não aconteceu porque Yvonne não lhe disse sua idade e um amigo em comum ficou encarregado de contar o porquê da ausência da amiga ao encontro.
Zbigniew, entendeu, através de um choro triste por não rever aquela que sempre o acompanhou através dos tempos e nunca deixou de corresponder com sua grande amiga nesta vida, somente tendo sido suspendida a comunicação entre ambos, em decorrência da morte deste.
Enfim, isso aconteceu aqui, em nosso País, há pouco mais de 30 anos.

A discussão aqui não é se a reencarnação existe ou não.
Mas, é fato que o amor ultrapssa o tempo e nisso eu acredito.

Para a senhora dona Yvonne, pessoa que amo, sem nunca ter conhecido e que me ensinou a ser um ser humano nesta vida, através dos seus livros, a música que sempre coloco durante as minhas pesquisas:
http://br.youtube.com/watch?v=-Due64sOcJU&feature=related
Foto extraída do site:
http://www.mocidadesespiritas.com.br/modules/Fotos/Personalidades/YvonnePereira.jpg


"Ela é realmente uma heroína silenciosa". (Menção que Chico Xavier faz a Yvonne Pereira em carta enviada à Wantuil de Feitas, presidente da FEB em 14/1/1956).
Yvonne Pereira, sempre aconselhou a não se ler biografias publicadas após a morte, porque achava que as informções não condiziam, muitas vezes, com o que a pessoa realmente tivesse vivido.
As informações acima são de relatos colhidos em vida, em respeito a sua opinião quanto a biografias.

Quinta-feira, Agosto 14, 2008

Dialeto Mineirês

A família da minha avó materna é mineira.
E, há coisas que a minha avó fala que só a família entende.
Se há uma pessoa de fora, fica sempre aquele ponto de interrogação em seu rosto.
Algo como:
- Ei, o que vocês estão falando?
Minha avó quando conversa e quer dizer que uma coisa é terrível, essa é a fala:
- Menina, arrepia até os cabelos da cabeça!!!!
Com isso, já sabemos que a coisa foi, é ou será grave.
Enfim, para mim esse é o pior vilão de todos os tempos.
A história mais terrível por se tratar de persuasão no seu último grau.
Essa cena me arrepia os cabelos da cabeça:

http://br.youtube.com/watch?v=V82rzXwvJKE
E mais um contemplação lá no blog da Sonia.

Muito obrigada!!!

E, as regrinhas são as seguintes:

1)Devemos fazer uma lista com oito coisas que sonhamos fazer antes de morrer,
2)Ao finalizar convidar 8 parceiros de blogs amigos,
3) Deixar um comentário de quem os convidou,
4) Deixar um comentário no blog dos nossos convidados, para qie saibam da intimação,
5)mencionar as regras.


1- Desejo ter saúde sempre (e isso inclui todas as pessoas que conheço);
2- Ver a cura de todo o tipo de câncer;
3- Retornar ao Rio de Janeiro (sem ser a trabalho) e conhecer a Confeitaria Colombo;
4- Ver a neve;
5- Conhecer todas as regiões do Brasil;
6- Ter um bebê;
7- Ir em um cinema a céu aberto;
8- Ver meu irmão feliz sempre.

Eu repasso a todos os que quiserem colocar em seus blogs.

Prêmio Dardos - Desculpe a Demora

Fui contemplada com o prêmio Dardos lá no blog da Sonia (ocantinhodaborboletaazul.blogspot.com).
Agradeço muito ao prêmio e peço desculpas pela demora em postar.
Mas, a vida agora começa a voltar ao ritmo normal.
Explicando o prêmio:
"Com o Prêmio Dardos, se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc..., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamentos vivo que está e permenece intacto entre suas letras, entre suas palavras".
O Prêmio Dardos tem certas regras:
1. Aceitar e recebr a distinta imagem.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze blogs para entregar o prêmio Dardos.
Eu não sei se chegarei a quinze ,as lá vai:
1. Bel Seslaf
2. Cam Seslaf
3. Dri Scully
4. Giorgia
5. Pri
6. Beths
7. Menina Mulher
Obrigada Sonia pela indicação e desculpe a demora.


Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Eu atendi há pouco tempo, um caso de violência doméstica.
Chorei muito e doeu demais o curso do processo.
A lei "Maria da Penha" (como é conhecida), é um marco em nosso sistema legal.
Escrevendo sobre meu posto de vista, o marco a que me refiro é a coragem desse mulher que enfrentou com honradez, suas dores, seus dissabores e demonstrou através de sua história que há esperança ainda neste mundo.
Quando uma mulher sofre violência doméstica (e aí se inclui também a violência psicológica), é como se o mundo desaparecesse e muitas vezes o mundo fala mais alto do que o pedido de libertação ou um grito de socorro.
É como se a vítima se tornasse uma sombra no seu próprio mundo.
Quando eu vi o filme da história da Tina Turner, apenas uma amiga estendeu a mão e a encorajou a mudar o curso de sua vida.
Eu nunca vou me esquecer das palavras da amiga de Tina:
- Eu não tenho muito a lhe oferecer, mas em minha casa há lugar para você.
Ela disse algo semelhante a isso.
Eu nunca achei uma cena desse filme no youtube e posso garantir que na lista dos que mais gosto, esse é um dos dez "mais mais".
Espero que um dia a violência acabe e que todas as mulheres que já passaram ou que ainda sofrem esse tipo de violência, possam ainda vivenciar um encontro com elas mesmas, seja de que forma for.
Eu acho maravilhosa essa entrevista:
Como diz minha grande amiga Lú: dedico a todas princesas da lei mística desse Universo.
Foto:
Nam myo ho rengue kyo Lú.

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Depois de uma semana longe daqui, estou de volta.
A cirurgia foi ótima, mas coisas estranhas aconteceram.
Minha mãe surtou e antes da cirurgia ela começou a falar tudo o que estava guardando ao longo desses anos e de como se sente culpada por não ter me criado, enfim, começou a falar tão rápido que a deixei dizer e só fiquei olhando.
Antes de entrar na sala de cirurgia me deu crise de choro, explicando: ao passar pela porta do centro cirúrugico, a maca em que estamos, fica encostada numa parede e dava para ver quem tinha saindo das cirurgias e quem ia entrar.
Eu senti um sentimento de fraternidade por todos e levantava a minha cabeça para ver o rosto de cada um, e, em silêncio orava por cada um.
Quando entrei na sala de cirurgia, o médico foi super atencioso e durante a operação ele me perguntou se eu era descendente de japonês, porque disse que nunca viu ninguém assim, tão calmo.
Eu respondi que não sou descendente.
O olho ainda está um pouco inchado e arroxeado e o óculos escuro agora será meu melhor amigo para toda a vida, a sombrinha e o Episol 30.
Durante essa semana eu fiquei afastada do micro e da internet e foi estranho, porque hoje de manhã eu vim para a casa (estava na minha mãe) e nunca pensei que ela fosse falar assim comigo um dia.
Dizem que ao atingirmos a idade da maturidade, passamos a entender melhor nossos pais.
Mas, estou longe dessa idade.
Eu olho para a minha mãe e me sinto com cinco anos a esperando no sofá da minha avó.
E foi assim que me senti quando ela falou comigo.
Há momentos em que os sentimentos se tornam um só e aí percebemos que não há nada que nos separe das pessoas.
Saímos da ilusão da incompreensão e é tão inexplicável.
Enfim, eu acho que jamais direi que sei o que se passa no coração das pessoas.
O coração é um país desconhecido, onde o amor é o senhor soberano.
E entender como cada um ama ou sente, está além da minha compreensão.

Foto: http://www.mundodosrecados.com.br/

Essa semana, vou colocar o prêmio blogueiro que eu ganhei.
Aos poucos, vou me organizando.
A calma eu não sei até agora de onde surgiu.

No fim, Leonard Cohen explica:

http://br.youtube.com/watch?v=yIdZ-rRnUkg

E, obrigada a todos que deixaram mensagens.

Terça-feira, Agosto 05, 2008

Eu queria ter escrito um post e não deu tempo.
Na volta, eu escrevo.
Enfim, obrigada a todo mundo que sempre visita e comenta nesse cantinho.
Beijos carinhosos e abraços fraternos.

Segunda-feira, Agosto 04, 2008

Hoje fiquei na minha mãe até duas horas da manhã.
Ela me trouxe para casa há menos de trinta minutos.
É segunda-feira, e eu, ainda me sinto nos seus braços como há meia hora.
Eu dormi, ela dormiu. Nós dormimos.
Acordei assustada porque precisava vir para a casa.
Há compromissos inadiáveis.
De alguma forma que não sei explicar, dormir ao seu lado é sentir a eternidade.
E, ao me deixar em casa, é como se sempre soubesse que que ela ainda continua comigo.
Goodnight girl. I love you.

Foto: Mother and Child by Gustav Klimt.

  • eu levo o seu coração comigo
    e. e. cummings
eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)

tenho medo

que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração).

Sábado, Agosto 02, 2008


Esse é um post feiro com muito carinho. Nesta foto (que tem um ano), estou na formatura da Annie. E, estou entre o pai e mãe da Annie.
Eu conheci a Annie no terceiro colegial, pois ela foi estudar na minha escola. Me lembro como se fosse hoje, ao atravessar a sala, o nosso cumprimento.
Hoje, estamos afastadas e está me custando escrever esse e-mail, porque eu ainda vou na casa da Annie.
A dona Helenita, mãe da Annie, sempre me liga e diz que não importa que estejamos afastadas, porque eu sou a filha do coração que ela adotou.
Quando a minha avó faleceu, a Annie e a dona Helenita ficaram comigo o tempo todo.
E todo ano, no meu aniversário, ela me faz um bolo.
A dona Helenita sempre me liga chorando e diz:
- Sempre que você precisar, eu estou aqui.
A dona Helenita, já me viu cair, levantar, me machucar na vida e sofrer perdas, desilusões, decepções.
Ela já me levou ao médico e segurou na minha mão bem forte e sempre quando a visito, eu almoço a comida feita com o maior carinho do mundo.
É tão difícil encontrarmos alguém que nos aceita como somos.
Com nossas angústias, medos, sofrimentos e principalmente problemas.
Muitas vezes somos abandonados no barco da vida e temos que velejar sozinhos.
A dona Helenita é sempre o farol que ilumina a minha vida.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Eu amo muito essa senhora. Sempre a admirei e se a tivesse conhecido, teria ajoelhado e beijado suas mãos com todo o amor que há no meu coração.
Eu estava lendo uma reportagem que comenta suas cartas enviadas a um padre, no qual descreve sua dúvida quanto a Deus.
Acabei pesquisando mais sobre esse assunto das cartas e encontrei de tudo: críticas, dúvidas, enfim, cada um com seu ponto de vista sobre o assunto em questão.
Parei para pensar e cheguei a conclusão de que Madre Teresa viu o sofrimento de perto. Aliás, ela tocou no sofrimento humano, sentiu mesmo em sua alma e em sua pele, não apenas através do conato com os doentes, mas dos olhares também.
Ela era uma mulher forte, mas possuía conflitos internos.
E só pessoas, fortes, sinceras e verdadeiras demonstram seus conflitos internos, seus temores, suas dúvidas.
Eu nunca vi nenhuma pessoa forte, gritar, xingar, espernear, ou querer ser o dono da razão.
Sempre vi os fortes, caminhando, andando, seguindo em frente, chorando, muitas vezes, por não poder fazer mais e acima de tudo distribuindo exemplo de bondade para com todos.
Tem uma música da Legião Urbana que diz assim: compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem.
Só quem é muito forte mesmo diz e vive o que sente.
E Madre Teresa descreveu muito bem isso em suas cartas.
Ah, quão difícil é abrirmos nosso coração e dizer o que sentimos e só os fortes o sabem fazer.
Ela era a religião do seu coração.
Salve grande flor de Calcutá e porque não dizer do Universo.
Obrigada por deixar os escritos do seu coração em tão belas cartas.
Foto: