Por vezes, olho no espelho e não me reconheço,
Há partes que partiram com o vento sem avisar,
Outras partiram através da ausência e já não me pertencem,
Reencontrá-las, seria o corte da lança em meu peito, pois nelas você vive,
Algumas, se despediram com as mortes que passaram e enquanto permaneço,
Calo-me diante da pessoa que não conheço,
Pois o silêncio transforma a saudade em ilusão,
Momentos que jamais aconteceram,
Porém, o desejo de que assim fosse,
Desliga-me do mundo, onde nada ouço,
Apenas sinto, tudo que poderia, jamais será,
Diante das duas malas que carrego,
Uma, caixa de pandora,
Onde tudo que jamais serei novamente, lá está,
E ao abri-la, talvez voe para um lugar onde não encontre,
O meu próprio rosto, agora, fragmentos do que um algum dia,
Desejei ser,
A outra, onde todos estão,
Eu ainda não sei, porque simplesmente me desconheço.
Quanto egoísmo de minha parte, ao questionar em silêncio, se conseguirias entender o que sinto.
A verdade é a entrega do pulsar do meu coração entre suas mãos.
Eu acredito que a vida é um instante onde todos os tempos podem se encontrar.
http://www.youtube.com/watch?v=AvM6uuRgYOI&feature=fvst
Até o início do mês que vem, série de posts que não seriam publicados.
Esse é o primeiro que estava guardado como rascunho.
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