Sexta-feira, Agosto 31, 2007

Ah se eu realmente pudesse

Painter Song
Norah Jones
Composição: Desconhecido

Se eu fosse um pintor
Eu pintaria o meu sonho
Se é esse o único jeito para você estar comigo
Nós ficaríamos lá para sempre
Como nós costumávamos ficar
Debaixo dos redemoinhos do céus para todos verem
E eu estou sonhando com o lugar onde eu possa ver seu rosto
E eu acho que o meu pincel pode me levar até lá
Mas apenas...
Se eu fosse um pintor e pudesse pintar uma memoria
Eu subiria dentro do redemoinhos do céu para estar com você
Eu escalaria os céus para poder ficar com você.

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Para a Fal (Drops daFal)

Soneto 116 (William Shakespeare)

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
(Tradução de Bárbara Heliodora)

Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Sensações

Muito interessante essa matéria:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL92815-5603,00.html

Palestra

Haverá uma palestra no Centro Espírita que freqüento, no dia 27 de agosto, com o psicólogo Mario Mas que apresenta os programas Comportamento da Nova Era (terça-feira 16h) e Desafios e Soluções (sexta-feira 11h), pela Radio Boa Nova 1450AM.
Fica aqui o convite a todos.
E que nossa semana seja repleta de luz.
21/08/2007
AGENDA
O psicólogo Mário Mas divulga sua agenda de palestras para os próximos dias.
Dia 22 de agosto, o psicólogo realizará palestra no Centro Espírita Manoel Bento, que fica na rua Alfredo Pujol, 77, no bairro de Santana.
Dia 27 de agosto, Mário Mas ministrará palestra no Centro Espírita Fonte Viva da rua Tocantinópolis, 103, Jd. Iporanga em Guarulhos, abordando o tema “Mecanismo de Fuga”.
Dia 29 de agosto, Mário Mas apresentará palestra na USE Rio Grande da Serra, onde será abordada a temática “Conseqüências da falta dos valores morais”.
Todas as palestras acontecerão às 20h.
Extraído do site: www.radioboanova.com.br - jornalismo RBN

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Para Pensar

"Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome do Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço. Mas, o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor,o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar? ".
(The Collected Works of CG Jung - Volume XI, par. 520)

Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Linda Demais


Eu acho essa foto linda demais do Fred Astaire e da Ginger Rogers.
Eu não sei de qual filme seria, mas acima de qualquer coisa, a imagem fala por si.
Acho que a vida deveria ser assim todo dia.

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

Meu primeiro NÃO

Foi algo novo, constrangedor, completamente fora do comum. Pela primeira vez eu disse NÃO. Recusei um trabalho. História muito complicada. Pessoas muito complicadas.
Eu me senti muito confusa ao dizer não. Parecia que eu tinha dito a palavra mais difícil do mundo, a que menos se quer ouvir e aí foi como se um furacão tivesse se formado e tivesse vindo em minha direção.
Eu queria me explicar que apesar do não, eu me sentia mal e que não sou má pessoa.
Olhando hoje para a situação pelo qual passei, mais uma vez tenho a certeza de que não sei o que significa a palavra casamento.
A separação por vezes é algo maoir que qualquer tsumani, guerra ou desastre que se possa imaginar.
É como se um trator viesse para passar por cima de tudo e de todos.
A verdade é que ninguém está preparado para a dor, para mudanças.
E a busca das pessoas pela sua individualidade no casamento se perde cada vez que pensamos que o outro vai nos completar.
Sábias palavras de Khalil Gibran:
Então, Almitra falou novamente e disse: E sobre o Casamento mestre?
E ele respondeu, dizendo:
Vós nascestes juntos e juntos permanecereis para sempre.
Estareis juntos quando as brancas asas da morte acabarem com os vossos dias.
Sim, estareis juntos mesmo na silenciosa memória de Deus.
Mas haverá lacunas em vossa união.
E deixem que os ventos dos céus dancem entre vós.
Amai um ao outro, mas não façais uma ligação de amor:
Deixai que seja como um mar em movimento entre as praias de vossas almas.
Enchei o cálice um do outro, mas não bebei do cálice do outro.
Dai um ao outro do vosso pão, mas não comei do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos e sejais alegres, mas deixai que cada um fique sozinho,
Assim como as cordas de uma lira são sozinhas, apesar de vibrarem com a mesma música.
Dai vossos corações, mas não para que o outro os guarde.
Pois apenas a mão da Vida pode conter vossos corações.
E ficai juntos, mas não juntos demais:
Pois os pilares do templo ficam separados,
E o carvalho e o cipestre não crescem na sombra um do outro.
Livro: O Profeta, pgs. 26,27 (editora: L&M Pocket - traducão de Bettina Becker)
Enfim, o mundo que eu vejo não é o mesmo que eu sinto e fica tão difícil explicar.

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Reflexão


Ontem eu estava no curso que faço toda segunda-feira e sempre é dito uma frase para refletirmos.
A frase dizia que muitas vezes uma palestra, um passe espírita não é o que uma pessoa precisa.
Que muitas vezes um prato de comida faz muito mais do que tudo isso.
É verdade.
Hoje em dia sei que temos medo de dar dinheiro às pessoas nos faróis, de atender a porta de nossas casas, quando as pessoas batem palmas ou tocam a campainha.
Mas, e se bater alguém com fome de verdade?
E se alguém na rua te pede um pedaço do seu lanche?
Me lembrei do filme Auto da Compadecida na cena final quando Jesus pede um pedaço de pão.
Realmente, vale mais que uma oração, mais que um passe, mais que qualqer coisa, aquele gesto na cena final.

Domingo, Agosto 05, 2007

Semana Mundial de Amamentação - Blogagem Coletiva





Amamentação e a Mulher Moderna (por Karina Kuschnir)


Texto escrito para divulgação da amamentação junto à imprensa durante a Semana Mundial de Amamentação de 2004

Para muitas pessoas o modelo ideal da mulher moderna é aquela que sai de casa às 8 da manhã de tailleur, trabalha o dia inteiro, faz pós-graduação à noite e tem cinco cartões de crédito na bolsa. Essa mulher é o símbolo da conquista do mercado de trabalho, da independência financeira e dos méritos intelectuais.

Segundo o IBGE as mulheres já superam os homens em número de anos de estudo em todas as faixas etárias. As trabalhadoras ocupam 40% do mercado de trabalho e conquistam cada vez mais profissões antes exclusivas dos homens.

Felizmente, essas conquistas trouxeram grandes oportunidades de realização para as mulheres. A liberdade e o desenvolvimento intelectual são direitos básicos! No entanto, algumas coisas se perderam pelo caminho. Em nome dessas mudanças, a sociedade sacrificou ou distorceu a busca por prazeres essenciais da vida, como os da maternidade desejada, do amadurecimento sem medo e da sexualidade sem culpas. A vivência plena dessas dimensões ainda é um direito a ser conquistado por todas nós, mulheres.
O que a amamentação tem a ver com isso? Tudo!Com a modernidade, dar mamadeira aos bebês ao invés do peito da mãe chegou a ser visto como sinônimo de liberdade e autonomia em relação às obrigações familiares e do lar.
As indústrias de produtos para crianças (fabricantes de leite em pó, chupetas e mamadeiras, principalmente) aproveitaram para lucrar muito com isso! Quem saiu perdendo? Bebês, mães, famílias e até o nosso planeta. A sociedade foi desaprendendo o prazer e as vantagens da amamentação. Com isso, gerações inteiras deixaram de ter essa experiência e de aprender com ela para transmitir aos seus filhos e filhas. A recomendação da Organização Mundial de Saúde indica que a amamentação deveria ser exclusiva até o sexto mês de vida e complementada com outros alimentos até os dois anos ou mais, porque são incontáveis os benefícios físicos e emocionais da amamentação! No entanto, hoje, no Brasil, apenas 8% dos bebês mamam exclusivamente no peito até os seis meses de idade.
Estudos internacionais mostram que dar o leite de mãe poderia salvar milhões de bebês em todo o mundo. Amamentar é um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, e que, ainda por cima, tem custo zero. A amamentação fortalece os vínculos emocionais entre mãe, filhos(as) e família por meio do contato físico, compreensão mútua, convivência e auto-conhecimento, favorecendo a integração familiar. Amamentar previne inúmeras doenças em mães e bebês, além de estimular o desenvolvimento motor e das diversas formas de inteligência em ambos.
Isso já é muito! Mas amamentar é também um ato de cidadania, pois favorece a prática cotidiana da solidariedade e da afetividade, sentimentos essenciais para reconstituir os códigos de convivência e harmonia sociais. Por dispensar o consumo de produtos como mamadeiras, chupetas e leites artificiais, bem como a geração de detritos a estes associados em sua fabricação, uso e descarte, amamentar também é um ato ecológico, que permite a economia e preservação de fontes de energia (gás, eletricidade etc.), recursos naturais (água, florestas etc.) e tempo de trabalho.
Voltamos então à mulher moderna! Por que ela usufrui tão pouco a amamentação como um prazer? Amamentar não é um ato natural? É e não é. É tão “natural” quanto o sexo, por exemplo. Apesar de todos sabermos como funciona, nem sempre conseguimos vivê-lo com deleite. Cada pessoa tem o seu jeito, cada parceria tem o seu ritmo. É assim também com as famílias, mães e bebês na amamentação.

No momento atual, precisamos de apoio para recuperar a “naturalidade” de mamar. Entre os dias 13 e 19 de setembro de 2004 aconteceu a Semana Mundial da Amamentação no Brasil. As Amigas do Peito comemoraram 24 anos de existência promovendo e apoiando a amamentação. Por meio de nossas atividades, buscamos, principalmente: 1) Apoiar as pessoas que desejam amamentar e promover a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida da criança e prolongada até os 2 anos de vida ou mais; 2) Considerar a amamentação como uma cultura mamífera que deve ser construída socialmente; 3) Abordar a amamentação como uma questão feminista, um direito da mulher, mas também um tema do pai, de toda a família e da sociedade em geral; 4) Promover a amamentação por meio de grupos de ajuda mútua entre mães e entre mães, famílias e profissionais, abordando a experiência de amamentar; 5) Promover a amamentação de forma lúdica e bem-humorada junto às crianças da próxima geração.

Texto extraído do site: www.amigasdopeito.org.br