Terça-feira, Setembro 30, 2008

No Espaço Sideral das Emoções

Por que esses seriados mexem tanto com a gente?
Será que isso não existe mais na vida real?
Porque eu tenho medo de pirar na batatinha e não encontrar mais essas emoções e esses amores no mundo.
Eu não entendo como no meio do caos desses seriados há personagens tão bem resolvidos.
É o coração, é isso que move as grandes adversidades da vida e que a faz renascer.
O coração é o grande espelho da alma e da vida de quem sente. Com o coração.

Segunda-feira, Setembro 29, 2008

  • Eu adoro:

    - ver travesseiros e cobertores nas janelas tomando Sol,

    - ouvir Ella Fitzgerald cantando All of You (me faz sentir muito viva),

    - capuccino,

    - pão de queijo com doce de leite,

    - arroz, feijão e farofa.
  • Eu não gosto:

    - ouvir as pessoas falando mal de outras no metrô (sempre tem isso),

    - as pessoas rindo das outras pela forma como se vestem,

    - gritos,

    - buzinas.

Indefinível e Único

Um dia, Jim me enviou esse verso:

Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.
Meu coração dolorido
As suas mágoas exala,
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.
Pudesse eu eternamente,
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.
Minha alma, já semimorta,
Conseguira ao céu alçá-la
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala.

(Machado de Assis)

Obrigada Machado por dizer o que muitas vezes, não temos coragem de expor.
Obrigada por me ensinar a ir a minha procura, mesmo que isso seja para os outros grande loucura.
Obrigada por nos ensinar a coragem de sermos algo, além do nossos pensamentos.
Obrigada por nos fazer viver.
Foto extraída do site:
Obrigada por compartilhar sua mente conosco através de suas obras.
Obrigada por nos ensinar o ardor da vida.
Para mim, essa música diz muito sobre os sentimentos que enredam Dom Casmurro:

Domingo, Setembro 28, 2008

"Berthe de Sourmeville não era de têmpera a sofrer esperas e incertezas. Era uma alma positiva e arrojada, insofrida e intimorata, que não se resignaria a situações passivas. No dia em que essa alma se renovasse para o amor de Deus e se desse à prática do Bem seu triunfo repercutiria nos Céus e ela seria considerada exemplo para as almas frágeis, que se deixam descrer do próprio progresso".
(O Cavaleiro de Numiers, pelo espírito Charles, pg. 164, editora FEB, psicografia de Yvonne do Amaral Pereira).
Depois de ler esse livro, eu espero que vocês tenham se reencontrado.

Sexta-feira, Setembro 26, 2008

God Only Knows

Eu assisti o filme A Ponte. Trata-de de um documentário sobre pessoas que se suicidam.
Há depoimentos de amigos e a maioria diz que ouvia as lamentações da pessoa que desejava se suicidar, mas em um momento, uma moça diz a seguinte frase:
- Ele pediu para ir a minha casa e eu queria ficar sozinha. Ele nunca mais telefonou.
O amigo dela se suicidou.
É um filme frio, direto, para mim foi um "soco na consciência".
Eu acho tudo tãoe stranho, às evzes parece que somos amigos, mas há um espaço de distância que criamos entre nós e as pessoas que eu não consigo entender.
Parece que a nossa preocupação vai até um certo ponto, mas a linha limítrofe este sentimento e ouvir a outra pessoa mais um pouco é bem tênue.
Está tão difícil escrever sobre esse assunto, que nem sei se estou sabendo me expressar.
Então, vou dizer o que sinto.
Eu me questiono muito se sou uma boa amiga.
Muitas vezes eu me pego analisando a pessoa, sem realmente saber o que ela sente.
As minhas conclusões às evzes são em relação ao que "eu acho" ou "o que eu faria".
Eu tenho me cobrado muito para ir a fundo no que o outro "está sentindo".
As pessoas geralmente não se abrem e não falam o que sentem.
Talvez nem elas saibam ao certo o que estão passando.
Tantas coisas acontecem e os sentimentos se misturam.
Dar uma resposta atravessada é fácil, dizer o que achamos é fácil, se achar superior diante de alguém frágil é fácil.
Mas, quem somos nós para darmos lições pelas quais não passamos?
Éé tão mais fácil dizer:
-Eu estou aqui, pode contar comigo.
-Olha, eu não sei direito o que dizer e nem fazer, mas acharemos uma saída.
Pedir desculpas, ao nosso amigo oua quem magoamos, não é sinalo de fraqueza ou de humilhação, muito menos o reconhecimento de que estávamos errados.
É apenas nosso coração se abrindo e dizendo:
-Ei!!!! Eu também não sei direito porque disse ou fiz aquilo. Eu também estou confuso e muitas vezes fico igual a você.
Ah, o orgulho que nos mata.
E nós nos envenemamos com nossos próprios pensamentos de grandeza.
Que grande loucura acharmos que em nossas mãos está toda a certeza de que sempre faremos o certo em uma situação que não estamos vivenciando.
Acho que ser amigo é dar as mãos e ver o que podemos fazer com aquilo que somos e diante do que não conhecemos descobrir uma solução conjuntamente.
Esse post estende-se a relações amorosas, parentes e afins.
E eu me sinto dentro do seriado Anos Incríveis desde que nasci:
Foto extraída do site: rodrigoll. spaces.live.com
Eu vou morrer sem entender porque não conseguimos expressar verdadeiramente nossos sentimentos.
  • Esse post eu dedico expecialmente a minha amiga Jamile pelos vinte e dois anos de amizade e por ela ter me deixado ficar na casa dela quando eu era pequena até quase dez da noite, em um dia que minha fez hora extra no trabalho. E por todos os cafés que tomamos juntas com chantilly.
  • A dona Margarida que sempre me recebe com muito amor em sua casa e que sempre me serve o café com leite mais gostoso dessa vida.
  • A Rick Payne, pelas risadas de sempre.
  • A House, pelos livros e pela experiência de vida que ainda não tenho.
  • Ao meu irmão, por sempre dizer "eu te amo" toda vez que telefono. Eu nem sempre consigo dizer essa frase tão simples e tão verdadeira.
  • A minha mãe que se parece muito com a Laura da novela das seis, com seu jeito sempre batalhador.
  • E a todo mundo que lê esse blog.

Eu espero melhorar sempre melhorar a maneira como vejo a vida, para poder enxergá-los da forma como merecem.

Quarta-feira, Setembro 24, 2008

Obrigada hoje e sempre

Eu tenho um amigo e ele não sabe o quanto o considero.
Ele me ensinou nesses dois anos, o que é ser "eu mesma".
Aprendi a acreditar em mim (mesmo que os defeitos falem mais alto) e a ouvir a "voz interior".
E, como ele faz lembrar o jeito do dr. House.
Ele é um homem admirável e respeitado por muitos, pois seu conhecimento é inigüalável.
É difícil dizer se encontrarei ao mesmo tempo um coração mais generoso e a controvérsia tão latente, unidas em uma só pessoa.
Houve um desentendimento que ao final de uma ligação, tornou-se um pedido de desculpas.
Eu sei que posso telefonar a hora que precisar.
Essa semana, ele me ajudou mais uma vez com seu conhecimento e me fez enxergar que há coisas que ainda não vejo e são tão simples, quanto respirar.
Ele tem uma família maravilhosa e sua esposa é um exemplo de bondade.
Seus filhos, sempre me recebem com carinho.
É através dos ensinamentos de House e dos livros indicados por ele que hoje possuo a consciência que somos uma centelha divina neste imenso Universo e que nunca estamos sós.
Foto: Hugh Laurie - House by Fox.
Extraída do site:

Irmão Pequeninho

Quem tem irmão "mais novo", saberá bem o que vou dizer neste post.
Eu só tenho um irmão e nossa diferença de idade é de oito anos.
Ontem, eu peguei um cd para ouvir e era do filme "The Mambo Kings".
Eu amo esse filme e ele conta sobre o amor entre dois irmãos.
Esse filme me toca demais, porque demonstra o quanto o irmão "mais velho", ama o "mais novo".
Eu não sei explicar muito bem o que sinto quando vejo este filme, apenas sei que me identifico muito com o primogênito.
É a certeza de que você daria a vida por alguém.
Essa cena diz tudo:
Mais cenas do filme:
Foto:Antonio Banderas and Armand Assante - The Mambo Kings by Alcor Films.
Extraída do site:

Terça-feira, Setembro 23, 2008

Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança...
mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,
mas de alguém que, pensando em nós,
só possamandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!

Mario Quintana
Ontem chegou um moço no Centro Espírita que freqüento e eu estava no salão de estudos aguardando o passe começar e ele me perguntou:
- Moça, você trabalha aqui?
Eu respondi que sim.
Ele queria saber onde se localizava a sala para entrevistas e eu o acompanhei, porém, como o responsável estava em atendimento, eu disse:
- Seja bem vindo, eu me chamo Alê e se você precisar de qualquer coisa é só me chamar. Eu estou naquela sala. Fique tranqüilo que logo você será atendido.
O moço agradeceu e de longe eu o vi colocar sua cabeça entre suas mãos e seu olhar estava fixo no chão.
Eu vi meu reflexo naquele moço, com todos os meus medos e angústias.
É incrível como estamos interligados e muitas vezes nos esquecemos de mostrar que somos uma ajuda mútua.
Uma palavra nossa pode ajudar alguém a sentar e se sentir pelo menos um pouco em paz.
Eu não estou querendo dizer nesse post que fiz uma boa ação.
De forma alguma.
Mas, ontem eu senti a necessidade de ouvir as palavras que disse para outrem.
Fernando Pessoa em seu "Poema em Linha Reta" exalta o que sinto.
Ah, quantos defeitos, incertezas e medos que possuo e quão pequena me sinto ao dizer palavras que necessito ouvir, e, como elas me tocam.
Eu estou para o meu próximo de forma incompleta e meus temores são talvez, muito maiores do que os dele.
Foto extraída do site:

Plataforma Nove e Meia

Era para ter descido na estação Sé, mas fomos parar na plataforma nove e meia como Harry Potter e aí o metrô saiu fora dos trilhos e foi para um outro lugar que só Deus sabe.
Eu estava lendo o livro da Yvonne Pereira no metrô e de repente o James Morrison veio cantar a trilha sonora e aí, as pessoas sumiram, a voz que anuncia as estações silenciou-se e eu não desci na estação final.
Um dia, quando subi no avião, retornando para casa depois de um dia de trabalho, eis que abro um livro e começo a ler e aí ouço:
- Boa noite, esta é a conexão - Rio - Portugal...
Então, eu levanto e digo:
- Moça, eu vou para São Paulo!!!!
Todo mundo começou a rir e a voz termina:
- Com escala em São Paulo.
Isso aconteceu comigo de verdade, verdadeira e eu vivo indo para a plataforma nove e meia forever.
Foto extraída do site:

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Eu amo o filme As Pontes de Madison.
Acho maravilhosa a compreensão que a Meryl Streep têm sobre todas as coisas e espero um dia alcançar esse equilíbrio.
A cena em que ela recebe a caixa do Clint Eastwood e lê a carta e coloca a pulseira, é umas das mais lindas que já vi na vida.
Como a semana mais uma vez será corrida, eu queria agradecer a todos que comentam e prometo que vou voltar a visitar os blogs que adoro.
De coração, eu desejo que todos vivam um amor sincero e sintam que o mundo é um lugar muito bom para se estar neste momento, estejam onde estiverem.
Foto: Clint Eastwodd and Meryl Streep - The Bridges of Madison County by Warner Bros.
Extraída do site:

O que eu vejo, não é o que você vê

Quando alguém me procura para se separar, é quase sempre a mesma situação: eles estão olhando o mesmo céu, mas enxergam situações completamente diferentes.
É a conhecida frase: "diferenças irreconciliáveis".
Particularmente, eu me sinto com um gramophone na mão, cada vez que vou fazer uma petição de separação e cada hora é uma trilha sonora.
Essa semana, eu me sinto como o Ney Matogrosso:
Foto: John Krasinski and Jenna Fischer - The Office by NBC.
Extraída do site:
E que bonito o Ney Matogrosso cantando no Faustão, depois de subir o letreiro.
Muito bonita a homenagem do Faustão a ele:

  • Poesia - E.E. Cummings
pode nem sempre ser assim; e eu digo
que se os teus lábios, que amei, tocarem
os de outro, e os teus dedos fortes e meigos cingirem
o seu coração, como o meu em tempos não muito distantes;
se na face de outro os teus suaves cabelos repousarem
nesse silêncio que eu sei, ou nessas
palavras sublimes e estremecidas que, dizendo demasiado
ficam desamparadamente diante do espírito vozeando;
se assim for, eu digo se assim for –
tú do meu coração, manda-me um recado;
que eu posso ir junto dele, e tomar as suas mãos,
dizendo, Aceita toda a felicidade de mim.
Então hei-de voltar a cara, e ouvir um pássaro
cantar terrivelmente longe nas terras perdidas.
Eu amo esse poema e o encontrei neste blog:

Domingo, Setembro 21, 2008

Hoje eu me lembrei de um conselho de Jim:
- Nem sempre as pessoas revelam o que são ou sentem, então, cuidado, porque você pode estar conversando com alguém que está se sufocando e pode vir sofrer as conseqüências disso, mesmo sem querer.
E ele dizia que o silêncio, em certas ocasiões, é a paz que o ambiente necessita.
Diante deste céu que nos protege, eu te ofereço:
http://www.youtube.com/watch?v=lqwWXgmxtgg&feature=related

Há certos dias em que desejo ser uma estrela para me sentir mais próxima a você.

Sábado, Setembro 20, 2008

Existe um apartamento em São Paulo, que toda vez em que passo em frente ao vir de noite do Fórum, eu paro e olho.
E, na minha cabeça eu fico pensando nessa cena.
Enfim, são devaneios que a própria razão desconhece.
Alê, parabéns, com certeza o troféu viajando na batatinha do ano será seu.
Eu não sei porque minha cabeça é assim.

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

Um Presente com Muito Carinho

Reportagem da revista Época, relatando trechos de cartas de Guimarães Rosa enviadas à sua esposa.

Acessem:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI12718-15254,00-O+AMOR+SEGUNDO+GUIMARAES+ROSA.html

Bom final de semana a todos

Há tempos, Barry Manilow gravou uma música chamada Could it be Magic com a introdução e o final de uma melodia de Frédéric Chopin - Prelude in C Minor opus 28, number 20.

Segue a melodia de Chopin:
http://www.youtube.com/watch?v=JgpPk4ooo7E

E Barry Manilow:
http://www.youtube.com/watch?v=J04x247w4AM

Porque a genialidade é atemporal.

Foto extraída do site:
http://www.pianosociety.com/cms/pics/chopin.jpg
Todo mundo possui na vida algo ou alguém inesquecível.
Presente ou ausente, uma imagem gravada na lembrança.
É aquele momento em que você está ali simplesmente conversando ou pensando que seu dia vai ser normal e aí se torna algo mágico.
No livro Paulo e Estevão, há um diálogo com a seguinte frase:
- Você é o coração do meu cérebro.
Essa frase me marcou muito.
Pode ser mãe, pai, amigo, amiga, seja lá o que for ou o momento que nos lembremos, mas nós sabemos que naquele momento, a nossa mente e nosso coração estão sentindo coisas que os olhos transmitem em silêncio, que vão além do que podemos expressar com palavras.
Foto: Angelina Jolie and Nicolas Cage, Gone 60 Seconds, by Touchstone Pictures.
Foto extraída do site:

Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Há uns dias um moço estava tocando na praça de alimentação do shopping.
Aí ele começou a tocar essa música que segue o link logo abaixo.
Eu não resisti e fui até ele dizer que meu pai sempre amou ouvir Stevie Wonder.
Disse também que não sabia a tradução, pois não conheço inglês, mas que achava a música bonita.
O moço ficou emocionado e respondeu:
- Moça, quase ninguém fala sobre as músicas que toco. Essa música diz sobre os problemas e suas soluções.
Nós passamos pelas pessoas e nem percebemos que elas estão lá.
Há muitos Joshua Bell espalhados por aí.
Como eu queria que um dia isso acontecesse no metrô.
Devaneios.

http://www.youtube.com/watch?v=y4SoCY8ZjlE

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Senhor,

Que nessa noite possamos contemplar mais o mundo que fizeste e do qual somos parte,
Somos uníssonos, embora ainda não tenhamos consciência que juntos refletimos a sua face,
Perdoa os nossos maus pensamentos e descaminhos,
Muitas vezes não entendemos que a sua estrada nos conduz a caminhos que ainda não somos capazes de ver,
Ilumina nossos olhos com a sua luz e traz ao nosso coração a paz dos corajosos que seguem sempre adiante,
E, que possamos ver em nosso próximo, o nosso amor a se expandir em verdade, irmandade e caridade.
A autoria eu não sei de quem é.
Apenas sei que é de um grande amigo espiritual.
Uma psicografia que recebi ontem a noite no Centro e que a pedidos encontra-se disponível para cópia aqui no blog.
As minhas mãos não se sentem a altura de receber as mesnagens que muitas vezes surgem no papel.
Interiormente, sei que há mais dúvidas e medos do que coragem.
Há o ego para dominar e esvaziar.
Ao ler as mensagens me sinto como se não existisse, de tão pequena a minha capacidade para se viver esses escritos.

Terça-feira, Setembro 16, 2008

Ontem eu ouvi uma pessoa falar que o seu maior desejo é que as pessoas amadas que já se foram desta vida, estejam felizes aonde quer que seja e quando reencontrá-las que estejam bem.
Eu pensei em Jim.
Grande amor, companheiro, amigo.
Faz tanto tempo e ainda nos encontramos nos sonhos e rimos e você sempre me incentiva a seguir em frente.
Sempre a palavra certa, amizade sincera e verdadeira.
Você é feito da mesma essência das estrelas.
E seus olhos, dois pedaços do céu puro e imenso que sempre existiu em seu espírito.
Saudades boas.
Muito obrigada pelas risadas.
Nosso filme:
Foto: David Conrad and Jennifer Love Hewitt - by Ghost Whisperer.
Extraída do site:
  • Soneto XVII (William Shakespeare)
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Aos meus super heróis do coração

A família dos meus avós paternos vieram de Málaga e Motri, ambas cidades da Espanha.
Eles desembarcaram no Brasil nos anos 20, após um período de guerras que devastou a Europa.
Meus bisavós fizeram o percurso de navio.
Trouxeram consigo toda a vivência espanhola e minha avó preparava sempre grão de bico, lentilha, bacalhau e peixe.
As festas sempre eram com músicas espanholas e tango e as mulheres usavam xales e os sofás ficavam virados de frente uns para os outros para que todos se vissem e conversassem.
Tinha dança flamenca e cigana (os antepassados do meu avô paterno eram de origem cigana) e todos nós temos os cabelos escuros e olhos grandes.
Toda vez que vejo esse clipe, eu me sinto no quintal da casa dos meus avós: era uma casa simples, mas com música o dia todo e os sapatos pretos de verniz da minha avó guardados em uma caixa e o xale em outra.
E a rosa do cabelo envolvida em um plástico junto com o xale.
De vez em quando eu podia rodopiar no quintal com o xale e os sapatos e nesses dias meu avô era o Zorro. Minha avó era sempre a mocinha e eu a amiga dos dois.
Aliás, Zorro era nosso herói do coração.
Viver com meus avós, foi a mesma coisa de se ter a Disneylândia no quintal de casa em versão espanhola.
Um pouco do quintal de lá de casa:
Foto extraída do site:
Como é bom depois de tanto tempo ver o lado alegre da vida que vivi junto deles e poder dessa vez me sentir em paz e com saudades brandas.
Acho que nessas semanas, aprendi a viver com a alegria que eles deixaram nesse meu mundo de fantasia que vive dentro da minha cabeça.
E que às vezes eu me desconecto sem querer e sem saber porque.
Enfim, estamos voltando a nossa programação normal.
Desculpem amigos telecspectadores pelo tilti que deu na minha cabeça nessas semanas.
A antena cerebral estava realmente fora de sintonia.
Espero sinceramente que ele vença e que o mundo se torne algo melhor.
Para todas as pessoas que amo e que moram nos EUA.

Foto: Barak Obama.

Extraída do site:
http://www.textually.org/ringtonia/archives/archives/images/set2/Barack2.jpg

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Eu penso demais.
É sempre assim, penso, penso e penso.
Toda vez que algo acontece, eu fico em algum lugar dentro da minha cabeça, que só o Universo sabe onde me escondo.
Tudo silencia a minha volta e podem me chamar mais de uma vez, fico sem responder.
Não por falta de educação, mas porque simplesmente, não escuto.
Eu já tive três grandes perdas na vida relacionadas a pessoas.
Já fiz terapia, mais de uma vez, mas sempre no meio do tratamento, mandam chamar a minha mãe.
A frase é sempre a mesma: por favor, ajude a sua filha a escrever, porque não há como ajudar, ela não tem problemas. É apenas algo que ela sente e precisa colocar para fora.
Uma vez me indicaram um grupo para que eu pudesse ajudar pessoas.
Era um grupo onde eu leria o que sinto.
Sempre escuto:
- Você deve se amar mais, você deve isso ou aquilo, deve viver mais aqui.
Aí escrevo e leio.
E, então me pedem cópia.
A dor sempre foi assim ao perder alguém.
Dentro de mim fica um vazio onde eu procuro e nada encontro.
Dá vonta de voltar no tempo, de transcender.
Mas, não há volta.
Seguir em frente é o que há de se fazer, mas eu não entendo muito o mundo, por diversas vezes do meu dia.
O que mais ouço na rua é sempre alguém reclamando de outra pessoa.
Ou me ligam querendo impor, aquilo que não desejo fazer.
Romper amizades que não nos fazem bem, é o melhor caminho para nos reencontrarmos.
Eu já vivi muito a vida dos outros e só me perdi.
Me perdi de mim, do meu abismo que não conheço e caí num lugar escuro onde nada havia em volta.
Ninguém está lá para nos segurar.
A solidão dói e machuca.
Sim.
Mas, nos faz aprender que somos eternos.
E é nessa eternidade que eu adoro ir e aprender que a vida sempre vence.
As pessoas vêm, as pessoas vão.
E eu também.
E trabalhar o amor que sinto por elas e fazer algo de bom, mesmo que o mundo esteja rodando em sentido anti-horário, faz com que me sinta bem.
Há guerras, atentados, violência.
Sim há e sempre haverá.
Mas, se eu for no sentido de que tudo está perdido, é aí que mais uma vez vou me perder de mim.
Ai, chega.
Tenho milhares de defeitos, não sei lidar direito com as minhas emoções, mas estou aprendendo.
Mais do que desejar que alguém acredite nas minhas convicções, eu desejo conviver harmoniosamente com todas as diferenças que há entre todos, afinal somos uma individualidade.
Cada um em si.
Mas, é essa individualidade que amo em cada pessoa que conheço e que sinto falta quando a ausência se faz presente.
Mais do que as nossas características, nós somos algo maior, maior do que a vida.
Como diriz Shakespeare:
- Somos feitos da mesma matéria dos sonhos.
E eu sinto falta de cada sonho que conheci e que hoje estão em minhas memórias.
Mas, enfim, a vida sempre nos traz mais sonhos e cabe a nós amarmos essas realidades inconstantes enquanto elas estão por aqui.
Eu tenho certeza de que algum dia eu reencontrarei tudo que já amei nessa vida e que ainda vou amar e conhecer, mas enquanto isso eu prefiro não me perder de mim mesma, mesmo que a procura e a descoberta do meu verdadeiro eu seja infinita.
Todas as vezes em que sonho estar em contato comigo, eu me vejo caminhando por árvores e o Sol refletindo entre as folhas, como esse clip do Keane.
É como se eu tocasse em mim mesma, mas de uma forma ampla:
Foto extraída do site:

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

Eh vó

Eu morro de saudades. Meus olhos te procuram.
Tento encontrar as mesmas palavras, os gestos, o olhar que me compreendia e que sabia como eu estava.
A senhora faleceu doze dias antes do meu aniversário e só Deus sabe como eu passei depois daqueles primeiros momentos.
Eu tenho ido ao médico, porque enfim, são mais duas cirurgias para marcar e quase não sobra tempo para nada.
Mas, o que realmente sinto falta, é da certeza de que ao pisar na rua de casa, você estaria lá no portão a me esperar.
Eu pedi para colocarem junto de você uma rosa do seu jardim.
Quando eu te olhava de longe, eu via a rosa mais bonita do jardim, lá no portão a me esperar.
Ontem eu participei de um evento e fiquei bem comportada porque no fundo achava que você estava me vendo.
Você gostava de me ver falar.
É muito difícil viver na espera de um telefonema, de uma voz, que nunca vai chegar.
Amor sincero, amor verdadeiro, amor eterno.
Eu não sei bem definir do que o mundo é feito, o que somos, mas para mim você sempre vai ser o sonho mais real que já existiu em forma de ser humano.
Não tem jeito, quando vai chegando o mês do meu aniversário é só em você que eu penso.
Foto extraída do site::

Léon Denis

Verdadeiro sucessor e propagador da Doutrina codificada por Kardec - nasceu num lugarejo chamado Foug, situado nos arredores de Toul, na França, em 1º de janeiro de 1846. Sua casa era humilde, assim como os pais: Josephine, que era materialista; e Ana Lúcia Denis, que era espírita.
Cedo conheceu, por necessidade, os trabalhos manuais e os pesados encargos da família. Desde os seus primeiros passos neste mundo, sentiu que os amigos invisíveis o auxiliavam. Ao invés de participar de brincadeiras próprias da juventude, procurava instruir-se o mais possível. Lia obras sérias, conseguindo, com esforço próprio, desenvolver sua inteligência.
Era um autodidata sério e competente. Jamais desperdiçou um minuto sequer de seu tempo com distrações frívolas, às quais a maior parte dos homens comumente recorre para matar as horas.
Com doze anos de idade, concluiu o curso primátio, mas a situação modesta de sua família não lhe possibilitou maiores estudos. Desde cedo, tinha problemas com sua saúde física - seus olhos principalmente. Tinha dezesseis anos quando salientou-se como um dos melhores oradores e dos mais ardentes propagandistas. Aos dezoito anos, tornou-se propagandista comercial, o que o obrigava a viajar constantemente - e isso até quase envelhecer.
Denis adorava música, e, sempre que podia, assistia a uma ópera ou a um concerto. Gostava de dedilhar melodias conhecidas ao piano e de tirar acordes para seu próprio devaneio. Não fumava, era quase exclusivamente vegetariano, e não fazia uso de bebidas fermentadas. Era seu hábito admirar com interesse os livros expostos nas livrarias. Um dia, ainda com dezoito anos, o chamado "acaso" fez com que sua atenção fosse despertada para uma obra de título inusitado.
Era o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Dispondo do dinheiro necessário, comprou-o e, recolhendo-se imediatamente ao lar, entregou-se com avidez à leitura.
Foram palavras do próprio Denis: "Nele encontrei a solução clara, completa, lógica, acerca do problema universal. Minha convicção tornou-se firme. A teoria espírita dissipou minha indiferença e minhas dúvidas." Seu espírito, nessa hora, sentiu-se sacudido em face dos compromissos assumidos no Espaço, para iniciar, em breve, o trabalho de propagação das verdades kardequianas. Como tantos outros, disse ele, "...procurava provas, fatos precisos, de modo a apoiar minha fé, mas esses fatos demoraram muito a vir.
A princípio insignificantes, contraditórios, mesclados de fraudes e mistificações, que não me satisfizeram, a ponto de, por vezes, pensar em não mais prosseguir em minhas investigações; mas, sustentado, como estava, por uma teoria sólida e de princípios elevados, não desanimei. Parece que o invisível deseja experimentar-nos, medir nosso grau de perseverança, exigir certa maturidade de espírito antes de entregar-nos a seus segredos."
Encontrava-se em seus trabalhos de experimentações, quando importante acontecimento se verificou em sua vida. Allan Kardec viera passar alguns dias na pacata cidade de Tours com seus amigos. E todos os espíritas do local foram convidados a recebê-lo e saudá-lo.
Em 1880, pelas cidades e vilas que percorria por força de seus afazeres, pronunciava conferências e fundava círculos de leitura e bibliotecas populares. É incalculável o número de conferências por ele proferidas na França, no propósito de propagar a Liga de Ensino, fundada por Jean Macé. O ano de 1882 marca, em realidade, o início de seu apostolado, durante o qual se viu obrigado a enfrentar sucessivos obstáculos: o materialismo e o positivismo, que olhavam para o Espiritismo com ironia e risadas; os crentes das demais correntes religiosas, que não hesitavam em se aliar com os ateus, para ridicularizá-lo e enfraquecê-lo.
Léon Denis, porém, como bom paladino, enfrentou as tempestades. Os companheiros invisíveis colocaram-se ao seu lado para encorajá-lo e exortá-lo à luta. "Coragem, amigo", dizia-lhe o Espírito Jeanne; "...estaremos sempre contigo para te sustentar e inspirar. Jamais estarás só. Meios ser-te-ão dados, em tempo, para bem cumprires a tua obra."
Foi em 02 de novembro de 1882, dia dos Mortos, que um evento de capital importância se produziu em sua vida: a manifestação, pela primeira vez, daquele Espírito que, durante meio século, havia de ser seu guia, seu melhor amigo, seu pai espiritual - Jerônimo de Praga -, e que lhe disse: "Vai, meu filho, pela estrada aberta diante de ti; caminharei atrás de ti para te sustentar." E como Léon Denis indagasse se seu estado de saúde o permitiria estar à altura da tarefa, recebeu esta outra afirmativa: "Coragem, a recompensa há de ser a mais bela." A partir de 1884, achou conveniente fazer palestras visando à maior difusão das idéias espíritas.
Escreveu, em 1885, o trabalho "O Porquê da Vida", em que explica com nitidez e simplicidade o que é o Espiritismo. Em 1892, recebeu um convite da Duquesa de Pomar para falar sobre Espiritismo em sua residência, numa das manhãs célebres em que se reunia quase toda Paris. Ele ficou indeciso, temeroso. Depois de muito meditar, pesando as responsabilidades, aceitou o convite.
O êxito de seu livro "Depois da Morte" situara-o como escritor de primeira ordem. Os grandes jornais e revistas ecléticas o solicitavam, e as tiragens sucessivas desse livro esgotavam-se rapidamente. Eis a notícia publicada por "Le Journal", de Paris, acerca da reunião na casa da Duquesa: "A reunião de ontem foi uma das mais elegantes, ouvindo-se a conferência de Léon Denis sobre a Doutrina Espírita. De uma eloqüência muito literária, o orador soube encantar o numeroso auditório, falando-lhe sobre o destino da alma, que pode, diz ele, reencarnar até sua perfeita depuração.
Ele possui a alma de um Bossuet, soube criar um entusiasmo espiritualista. As principais obras literárias de Denis foram concernentes ao Espiritismo. Mas, segundo o testemunho de Henri Sausse, escreveu também várias outras, tais como: "Tunísia", "Progresso", "Ilha de Sardenha", etc. A partir de 1910, a visão de Léon Denis foi enfraquecendo-se dia a dia. A operação a que se submeteu dois anos antes não lhe proporcionara nenhuma melhora. Suportava, com calma e resignação, a marcha implacável desse mal que o castigava desde a juventude. Tudo aceitava com estoicismo e resignação. Jamais o viram queixar-se. Todavia, bem podemos avaliar quão grande lhe devia ser o sofrimento. Mantinha volumosa correspondência. Jamais se aborrecia, amava a juventude, a alegria da alma, e era inimigo da tristeza.
O mal físico, para ele, devia ser bem menor do que a angústia que experimentava pelo fato de não mais poder manejar a pena. Secretárias ocasionais o substituíam nesse ofício. No entanto, a grande dificuldade para Denis consistia em rever e corrigir as novas edições de seus livros e de seus escritos. Graças, porém, ao seu espírito de ordem e à sua incomparável memória, superava todos os contratempos sem molestar ou importunar os amigos.
Depois da morte de sua genitora, uma empregada cuidava de sua pequena habitação. Ele só exigia uma coisa: o absoluto respeito às suas numerosas notas manuscritas, as quais ele arrumava com meticulosa atenção. E foi justamente por causa dessa sua velha mania que a Duquesa de Pomar o denominara de "o homem dos pequenos papéis".
Em 1911, após despender grande esforço no preparo da nova edição de "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", caiu gravemente enferno, vitimado por pneumonia. Contudo, o tratamento enérgico de seu médico o colocou novamente de pé em curto lapso de tempo.
Grande e profunda dor estava para ele reservada. Veio a guerra de 1914, e seu espírito se condoía ao ver partir para o "front" a maioria de seus amigos. Léon padecia, então, de uma doença intestinal e estava parcialmente cego.
Pela incorporação, seus amigos do Espaço e, entre eles, um Espírito eminente, comunicavam-lhe, de tempos em tempos, suas opiniões sobre aquela terrível guerra, considerada em seus dois aspectos: o visível e o oculto.
Tais práticas levaram-no a escrever certo número de artigos, por ele publicados na "Revue Spirite", na "Revue Suisse des Sciences Psychiquesó" e no "Echo Fid", revelando não somente o seu grande amor pela terra em que nasceu, mas também ressaltando a lei de causa e efeito.
Quando a guerra aproximava-se de seu fim, a "Revue Spirite" passou a publicar, em todos os seus números, artigos de Léon Denis.
Após a guerra, aprendeu braile, o que o permitiu ficar atualizado e fixar sobre o papel, por meio de "grille" (impressão em braile), os elementos de capítulos ou artigos que lhe vinham ao espírito, pois já nessa época de sua vida estava, por assim dizer, quase cego.
Em 1915, iniciava ele nova série de artigos repassados de poesia profunda e serena, a respeito da voz das coisas, preconizando o retorno à natureza.
Na mesma época, entretanto, um forte vento soprava contra o kardequianismo. O fenomenismo metapsiquista espalhava, aos quatro ventos, a doutrina do filosófico puro. O Sr. P. Heuzé fazia muito barulho através de "L'Opinion", com suas entrevistas e comentários tendenciosos.
Afirmava prematuramente que, na medida em que a metapsíquica fosse avançando, o Espiritismo iria, ao mesmo tempo, perdendo terreno. Sua "profecia", no entanto, não se realizou.
Após a vigorosa resposta do Sr. Jean Meyer pela "Revue Spirite", Léon Denis, por sua vez, entrou na discussão, na qualidade de presidente de honra da União Espírita Francesa, estabelecendo muito nitidamente a diferença existente entre o Espiritismo e o Metapsiquismo.
A partir desse momento, Léon Denis teve que exercer grande atividade jornalística para responder às críticas e ataques provenientes também de altos membros de outras religiões, saindo-se de maneira brilhante, como já era de se esperar.
Em março de 1927, com 81 anos de idade, terminara o manuscrito que intitulou "O Gênio Céltico e o Mundo Invisível", e naquele mesmo mês a "Revue Spirite" publicava o seu derradeiro artigo.
Terça-Feira, 12 de março de 1927, em torno das 13:00h, respirava Denis com grande dificuldade, pois a pneumonia o atacava outra vez. A vida parecia abandoná-lo, mas seu estado de lucidez era perfeito. Suas últimas palavras, pronunciadas com extraordinária calma, mas com muita dificuldade, foram dirigidas à empregada Georgette: "É preciso terminar, resumir e... concluir." (fazia alusão ao prefácio da nova edição biográfica de Kardec). Naquele exato momento, faltaram-lhe completamente as forças para que pudesse articular outras palavras. Cerca de um mês depois, desencarnava Léon Denis.
Foto: Léon Denis e sua mãe Anne-Lucie Liouville.
Extraído do site:



Terça-feira, Setembro 09, 2008

"O amor não busca agradar a si mesmo,
nem destina qualquer cuidado a si próprio,
mas se dá facilmente ao outro e
contrói um Paraíso no desespero do Inferno".
William Blake

Domingo, Setembro 07, 2008

Eu queria escrever-te uma carta e em mal traçadas linhas dizer o quanto dói a solidão.
Mas não há carteiro para entregar, nem correspondência a chegar.
Quisera o mundo, sentir a minha dor e então talvez ela se expandisse e as pessoas compreenderiam através de mim as suas próprias dores.
Talvez elas sentissem que suas dores são menores diante do meu grito que ecoaria através da escuridão e da imensidão do profundo abismo do meu coração.
Lugares não existem em que eu não esteja e sempre sinta que você irá chegar.
Uma porta que abre, uma janela que fecha, um som diferente.
Meu olhar percorre e nada encontra.
Olho para o céu, mas respostas não encontro.
A dor que se sente é maior que a solidão.
E solidão nada mais é do que se sentir só consigo mesmo e saber que sua própria presença lhe sufoca.
E os sentimentos parecem ser de repente de uma outra pessoa e aí tudo se torna mais sufocante.
(Achados de um caderno guardado em uma caixa).
:(
Escrito por mim.

Sábado, Setembro 06, 2008

Apagaram a luz e não me avisaram

Eu e minha mãe assistindo tv. Ela passa a mão pelo meu cabelo e meu ombro.
Meu irmão no Sul do País.
De repente, nessas semanas, um vazio enorme, uma solidão imensa.
Maior que tudo, maior que o mundo.
Uma vontade de ir para algum lugar, longe, bem longe.
Mas, parece que não há lugar algum, parece que não existe ninguém para dar as mãos.
As pessoas e marcas profundas de solidão.
Você escala o mundo e se vê só.
Sua mãe está ao seu lado e você diz que só irá ficar para ver a novela das seis, mas fica até as dez.
Uma vontade enorme de não ir embora.
O passado todo volta a sua cabeça.
Sua mãe diz:
- Você era uma criança assustada.
Eu cresci mãe e sou uma pessoa solitária, mas só penso, não digo.
Me calo.
A solidão dói com todas as coisas do mundo em volta.
E aí você passa a se sentir uma idiota por acreditar em coisas que parece estarem em preto e branco no mundo.
Não há nada colorido, não há um rabisco no céu.
Faz frio aqui dentro, muito frio.
Eu não conheço mais meu mundo de sonhos e nem as pessoas com quem convivo.
Eu atravesso a rua e não vejo minha sombra.
E, onde está minha mãe para passar a mão no meu cabelo?
Não há nada.
Isso foi escrito há duas semanas, mas não havia vontade de postar.